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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Vá viver, vá!


A vida é um tanto quanto complexa. Tem lá suas limitações, desejos, e pecados. Tem seus erros e seus errantes. Seus anjos e demônios. A vida, sem mais, tem suas atitudes, suas propriedades, suas caras , desavenças, criticas e comentários.

O limite da vida, é o segredo. Ela te apropria a fazer o que se deve. Mas se você faz o que não deve, as coisas desandam e daí por diante, uma coisa começa a ligar a outra. Se você erra, um erro puxa outro erro. Se você acerta, parabéns, só isso mesmo!

A realidade, é que errar é muito simples e fácil. Agora meu caro, acertar, ai sim está o desafio. Você não precisa simplesmente seguir os 10 mandamentos da bíblia, você não precisa simplesmente respeitar as leis impostas. Você tem que ser certo. E isso é algo impossível.

Porque é impossível? Porque ninguém é perfeito, se você é muito doce, outro vem e lhe passa a perna.Se você é muito ignorante, vive só. Mas ai me perguntam: Onde acerto nessa história? Meu caro, você só acerta quando você começa a ver que nem sempre acertar é o certo. Que acima de tudo, você deve viver uma vida concreta e sua.

Levantar, respirar, e ser acima de tudo quem você é. Agir da sua maneira, pensar o que tem de ser pensado, sem medo das palavras opostas e mal ditas por ai. A vida é única, e ela tem sim, que ser vivida, e não simplesmente passada de dia a dia. Ela tem que ser respeitada, ela tem que ser desafiada, ela tem que ser criativa.


Meu bem, se levante. Vá conhecer o que você ainda não conheceu. Vá sorrir, e veja o quanto sua vida quer ser sua, só sua, e tão sua. Ela quer ser vivida, sim, ela é sua, somente sua. Então use-a, abuse-a. Ande por ai...

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Talvez nada esteja certo


Talvez eu seja retrógrada demais, inconveniente demais, obsessiva demais, ou algo que nem tenha nome específico ainda. Talvez eu seja um ponto inevitável, um fim de frase, uma briga mal resolvida, o inicio de um beijo, a solenidade de um calafrio, a esperança do concreto, talvez..

Se nada se conclui, talvez, eu seja a culpada. Já não possuo medo, nem sou mais a dona do amor. Suspiro dor, que intercala minha voz, como uma influência vinda de outro lugar, meio ríspido, meio amarga.

Me disseram então que a madrugada é mútua, achei superfulo a expressão usada na frase. Então, quando me vi só, em meio aos lençóis, sem nada mais á se fazer, pude cair em si, de que o céu escuro, descansa meus pensamentos, renova a mente, mas ascende aquilo que mais se deseja, a paciência.

Mas pude crer que quando eu pude falar que o amor é algo inexistente, a voz intercalada soou com frieza ate mim. Nem todos pensamos da mesma maneira, e dizer algo assim, gera um grande espanto aos demais, isso foi uma pedra jogada na rua.

A verdade, é que todos dizem que tudo existe, a alma, a calma, a morte, o fim, o inicio e o amor. Mas nem todos podem provar se realmente tudo isso seja existente. Se amar é apenas um tabu, se responder é apenas uma liberdade, se planos são apenas uma expectativa que nem sempre, irá se tornar realidade...


Eu deixei de acreditar, por si só, por mim, pelo meu fim!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Mas o dia passa...

Eloquente. Inconsciente. Incapaz talvez... Meu caro, era tudo pleonasmo imaginário. Sem refugio, meu peito doeu, então parei. Não continuei, sorri até. Mas a dor como de um inicio de ataque cardíaco me prendeu, ali naquela mesa, ao toque das vozes ao meu lado, e eu como sempre só. Pensando em todos meus erros, e nas minhas amarguras.

Era meu fim, sem emprego, prestes a trancar a faculdade que sempre quis graduar, mas e daí? Que mandem os fuzileiros atrás de mim, eu não havia feito nada de errado mesmo. E mesmo se eu tivesse feito, não seria errado, eu não me culparia, afinal, a sociedade já me faz isso de graça. Meu tempo é precioso meu caro.

Em uma mesa de quatro lugares, e apenas uma pessoa ocupando um dos lugares, era eu. Sabe meu problema? Muitas vezes, eu me isolo demais dos meus próprios conceitos, me deixando á beira do abismo, onde não terá fim, e eu cairei por séculos e séculos.

O cheiro do café da minha imaginação, a minha camisa social, á companhia de Dom Casmurro, onde Machado de Assis, quis me agradar ao escrever. Talvez minha ironia, me quebrasse ao meio. E meu coração com pouco sentimento, me fazem só do mundo.

Mas eu estava lá, tentando ser diferente, á espera dele. Mas o vejo passar, com um sorriso frouxo, e lá estava eu, sozinha, plantada em uma mesa. Quanta falta de sorte a minha, uma bela duma ritmia. Que maldição.

Mas tentei nem ligar, já era noite o suficiente, para que eu, segurasse a paz e o sossego, e tentasse imaginar que logo mais, eu estaria em meu refugio. Mesmo tendo mais uma hora pela frente, dentro de um ônibus barulhento. Mas eu ate gosto de lá, das minhas poltronas que sempre são, só minhas.

E então meu dia chegou ao fim, ás 3 da manhã, deitada em minha cama, ouvindo minha própria respiração, e cultuando aquela maravilhosa lua que eu podia avistar da minha janela. De tão torta que sou, acabo me considerando uma mola.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Pare de julgar o próximo, poxa.

Então antes de apontar o dedo para alguém, se olhe no espelho e aponte o dedo para a pessoa que você vê. Pois sei que a pessoa que reflete lá, te conhece muito bem, e você também a conhece muito bem, e somente você, pode se julgar, e somente você pode saber dos seus próprios defeitos e das suas decisões.

Sair por ai criando expectativas ate para o padre, é problema seu e de seus pensamentos. Caso não de certo, a culpa não é minha, a culpa é sua. Então não me julgue sem antes saber da minha vida, e do que passo nos meus dias. Eu sou de carne, osso e problemas. E acho que meus prolemas são pesados demais, pra um alguém de costas tão fracas quanto a sua.

Se achas que não tem capacidade de se sentir feliz sozinho, com outra pessoa ao seu lado, é que você não vai saber ser feliz mesmo. Quando você começar a se enxergar na vida dos outros, você vai saber o que é saber esperar, o que é aquela palavra mágica dos últimos tempos, a tal da paciência.

Então, pense bem antes de tomar qualquer atitude, lembre-se que a vida não é feita apenas de palavras, e sim de atitudes e perseverança. Olhe ao seu redor, e vejo como o mundo anda, como as pessoas vem diminuindo o riso, e vem chorando cada dia mais. Como as coisas já perderam o sentido da vida. Como a dor vem consumindo os dias e as horas.

Eu não quero te julgar, pois sei que ninguém tem esse dever. Mas quero que você se julgue primeiro antes de julgar o próximo. E sei que você não é tão vazio de si, pois só pessoas vazias de si que não consegue fechar os olhos e se enxergar de dentro para fora. A não ser que seu interior seja tenebroso demais para isso.

Antes de tudo, engula suas más opiniões, tente abraçar mais, beijar mais, sorrir mais. Depois você nem vai enxergar erros de ninguém. Vai la, garoto!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Eu sou leve.

Eu vou enfrentar tudo de novo. Porque sou brava e leal. Eu sou tão forte quanto uma pétala de uma rosa de um jardim quaisquer. Eu sou, perseverante. E eu vou encontrar em cada gota de pedra dessa chuva tão sincera que vem despejando na minha vida, a solução. E eu sei que vou errar, dessa vez, mais uma vez, mas eu sei que tudo vai mudar.

Mas eu vou resistir, porque sei que sou capaz. E nem que nenhum beijo mais me satisfaça, eu vou manter a calmaria na minha vida. Sentir a brisa. Seguir a risca, e tentar não parecer que sou tão incapaz de manter meu coração fixado em apenas um único olhar. Vai ser diferente. Agora as letras das musicas irão ter mais sentido.

Serei eu mesma dessa vez, com meu jeito torto, com minhas palavras embruscadas e com aquela leve impressão de que sou vaga. Tão vaga a ponto de ter que me decifrar, de ter que usar a imaginação, pra só assim conseguir entender o que posso sentir. Eu sou leve.

E me leve embora daqui. Mesmo eu sendo tão amante da solidão, eu sinto a carência de um cuidado. Sinto a necessidade de ter um preenchimento na minha vida. As vezes sou tão cheia, e muitas das vezes eu sou tão vazia, que isso ate me intriga.

Eu só quero poder viajar no som das palavras soprados pela sua boca. Não uso nada rebuscado, por ter um coração tão singelo, de uma menina que esta conhecendo o mundo aos poucos. Que carrega uma tristeza peculiar dentro dos olhos. Sou sutil. Mas a vida vem armando travessuras para mim. E eu quero esquecer de tudo, com você.

Então venha ate mim. Pois ficarei aqui, no mesmo lugar de sempre. Sempre muito calada. Sempre usando as palavras com que os meus olhos podem falar, mas de boca sempre fechada. E a mente desligada para as opiniões. Afinal, sou dona dos meus sonhos, e ninguém poderia ter a ousadia de interferir naquilo que somente eu sei, no caminho em que apenas eu, já andei.