sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Fazer o bem sem olhar a quem

Desde que me entendo por gente, cresci com o pensamento de que nada vem de mão beijada. Tudo tem que ter um tempero especial de vontade e esforço, foi baseado nisso, que venho trazendo dia após dia os obstáculos e as vitorias que a vida dá.

Sempre fui uma criança doente, que teve de abrir mão de muitas vezes dormir no conforto da minha cama, por uma cama nada legal de um hospital. Meus problemas, eram meus maiores obstáculos, mas ao sair de lá, eu sorria pois sabia que eu havia sido forte o bastante e mais uma vez conseguido a vitória.

Era estranho, mesmo vendo muitas e  muitas pessoas ali, ao meu redor, sofrendo de diversas doenças, eu me sentia a mais forte. Eu sentia que toda aquela dor, e aquele peso gigantesco que eu carregava dentro do meu pulmão,  passaria, e que futuramente eu me orgulharia de tudo. Acho que foi por esses motivos, que tive que aprender a ser forte mais cedo que muitos amigos meus.

Nada pra mim era liberado, era uma chatice, não poder beber uma água gelada, andar de pés descalços em casa, ou tomar um banho de chuva. Ficar dentro de casa, enquanto todos iam brincar na rua, e a raiva de ter um pulmão tão fraco, me fazia chorar. Mas eu sabia que nada seria em vão.

E eu nem estava tão errada assim, hoje, escolhi fazer o bem, dar de volta, todo o cuidado e carinho que já me deram ao decorrer da minha vida. Escolhi fazer por amor, e ajudar ao próximo. Escolhi minha profissão no qual eu possa usar os melhores medicamentos do mundo, chamados, carinho e amor, e acima de tudo fazer o bem sem olhar a quem, mas que eu sei que no fundo, um dia, assim como eu, um alguém olhará para trás e agradecerá tudo o que duas mãos e muito amor puderam fazer. 

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